A Organização do Conhecimento nasceu O²S²O e se silenciou? A historicidade do território da classificação e da descrição bibliográfica no campo hoje dito informacional se especializou na direção da ponte entre o positivismo e o neopositivismo?

Se acompanharmos parte da fragmentada historiografia da Ciência da Informação, um discurso aponta o Mundaneum como sua constituição mais sólida, o mito de pioneirismo mais crível. Temos então, nas ações de Paul Otlet e Henri La Fonttaine como centralidades históricas para uma justificativa de nascimento.

Eis-nos diante de uma luta que futuramente será base para dados processos sociopolíticos de justiça social: uma preocupação do movimento documentalista estava em documentar a trajetória da Liga Belga dos Direitos da Mulher, como nos informa hoje os registros do Mundaneum sobre os fundos e coleções feministas, sediado em Mons. 

Trata-se de uma hipótese segura do ponto de vista empírico, e epistemicamente aberta, para a problematização de um pensamento crítico-histórico da Organização do Conhecimento, ou seja, de uma preocupação com os saberes oprimidos, a partir da documentação de suas ações. O inventário com 222 caixas disponíveis para as pesquisas, teve sua organização concluída em 1998. 

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Um fundo feminista no fundo da história da Organização do Conhecimento

Fundo e Coleções Feministas do Mundaneum

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